BEM (vem) VINDO





ENTRE SEM BATER, TIRE OS SAPATOS E TRAGA ALGUMAS MOEDAS



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

sobre lembrar do que.

o caminho andava reto e claro sabe, e as noites faziam sentido na calmaria e na angustia de achar que a cama quente salva. lembra quando só os banhos quentes salvavam? trancava a porta do banheiro e bem baixinho falava falava com o espelho - ele respondia, óh céus ele respondia. e as lágrimas lavavam o sabonete da pia ouvindo certas verdades. e hoje ainda fraca penso que teria sido mais fácil ficar e consertar as coisas todas que a gente quebrou. que escondi nas gavetas da casa antiga, e na memória e nos cantos das noites. por que ele nunca procurava nas paredes e nos banheiros. a noite era direta com ele, assim como uma mãe. e comigo ela falava em código e me mandava recados pelos copos, e sequei todos eles tentando encontrar os bilhetes rasurados. as moedas jogadas. o caminho de volta. 

3 comentários:

  1. Ms. Tess!! Então? Que notícias você traz de Paris? Bom saber do teu regresso. Lágrimas lavam o sabonete. Cantos da noite. Eram diretas assim como uma mãe. (Penso que o poema prescinde da prima e da tia: elas enfraquecem o verso) Recados pelos copos. O caminho de volta. Belas imagens. Mas há que se CONSERTAR as coisas para deixá-las sem rasuras. Abraços e bem-vinda.

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  2. paris tem sido uma gravura muito bonita do livro. saudade daqui e de tuas observações, obrigada. estou remendada e gotas fazem desenho o lençol.

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obrigada por me ler. SEJA SEMPRE.